Uma família alemã encontra o seu apartamento no Booking, fica uma semana, adora a estadia e no ano seguinte quer voltar. Volta a pesquisar no Booking, reserva outra vez pela plataforma e o senhor paga outra vez a comissão, por um cliente que já era seu. Multiplique isto por todos os hóspedes repetentes de um ano e percebe porque é que cada vez mais donos de alojamento local querem um site com reservas diretas.

Este guia é para quem explora um apartamento, uma moradia, um quarto ou um pequeno hostel em regime de alojamento local (AL) em Portugal. Explica quanto custam as plataformas em 2026, o que um site de AL deve ter, o que a lei obriga a mostrar, como aparecer no Google sem pagar comissão e quanto custa fazer tudo isto.

Quanto paga hoje às plataformas

As plataformas trazem hóspedes de todo o mundo e não faz sentido largá-las. Mas convém saber exatamente quanto custam, porque os números mudaram este ano:

Faça a conta com o seu caso. Um T1 que fatura 30.000 € por ano nas plataformas entrega entre 4.500 € e 5.700 € em comissões. Se só um quarto dessas reservas passasse a ser direta (hóspedes repetentes, recomendações, quem o encontra no Google), poupava mais de 1.000 € por ano, o suficiente para pagar o site várias vezes.

Há ainda um bónus fiscal que poucos conhecem: segundo o idealista/news, a Autoridade Tributária aceita as comissões das plataformas como despesa dedutível. Mesmo assim, uma reserva direta continua a ser a mais rentável.

Vista aérea de uma moradia de férias no Algarve com piscina privada, palmeiras e jardim
Numa moradia com piscina, cada semana reservada pelas plataformas pode custar várias centenas de euros em comissões. Foto: Algarve Holidays, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

O mercado está a mudar: menos AL, mais exigência

Portugal é um dos grandes destinos de arrendamento de curta duração da Europa. O Eurostat contou quase 952 milhões de noites reservadas em 2025 na UE através do Airbnb, do Booking e da Expedia, com as regiões portuguesas entre as mais procuradas.

Ao mesmo tempo, o setor está a ser «limpo». Em junho de 2026 havia 119.147 registos de AL ativos, depois de mais de 10.000 cancelamentos, e mais de 37.000 ainda não tinham entregue o seguro obrigatório. Quem fica no mercado é quem está em regra e trata o AL como um negócio. E um negócio a sério tem uma montra própria, que não depende do algoritmo de ninguém.

O que um site de alojamento local deve ter

Um bom site de AL não precisa de dezenas de páginas. Precisa de responder depressa às perguntas que o hóspede faz antes de reservar:

Fachada de uma guest house em Faro, edifício branco com molduras azuis e varanda corrida
Uma guest house em Faro: no site, fotos reais da fachada, dos quartos e da rua ajudam o hóspede a decidir sem surpresas. Foto: Dans, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

O que a lei obriga a mostrar no site

Além das regras gerais para qualquer site de empresa (identificação do titular, NIF, política de privacidade, cookies e resolução alternativa de litígios), que explicámos em obrigações legais de um site em Portugal, o alojamento local tem regras próprias:

Como aparecer no Google sem pagar comissão

Pouca gente sabe disto: o Google mostra alojamentos de férias nos resultados de pesquisa, no Maps e no Google Travel, com links de reserva gratuitos que levam o cliente diretamente ao seu site. Segundo a ajuda oficial do Google, mostrar o alojamento não tem custo e não há taxas pelas reservas que vêm daí. Para entrar é preciso enviar preços e disponibilidade, normalmente através de um motor de reservas ou channel manager que seja parceiro do Google.

A isto junta-se a ficha do Perfil da Empresa no Google (antigo Google My Business), com fotos, avaliações e o link para o site. Explicamos o passo a passo em como aparecer no Google Maps.

Vídeo gratuito: «Links gratuitos para a reserva de hotéis» — Google Ads, YouTube.

Como levar os hóspedes das plataformas para o site

As regras do Airbnb e do Booking não permitem desviar reservas durante a conversa na plataforma. Mas tudo o que acontece depois da estadia, ou fora delas, é seu:

  1. Um cartão no alojamento com o endereço do site e um código de desconto para a próxima visita.
  2. Um guia da casa digital (Wi-Fi, regras, restaurantes recomendados) alojado no seu site. O hóspede abre-o várias vezes durante a estadia e guarda o endereço.
  3. Uma mensagem de agradecimento por email ou WhatsApp, com autorização do hóspede, a lembrar o preço direto para quem volta.
  4. Redes sociais e Google a apontar sempre para o site, nunca para o anúncio da plataforma.

Com uma automação simples, o envio do guia, da mensagem de check-in e do pedido de avaliação acontece sozinho. É o tipo de funil com IA que montamos para pequenos negócios.

Vídeo gratuito: «7 Estratégias para Aumentar Reservas Diretas no seu Alojamento Local» — PODAlojar, YouTube.

Quanto custa um site para alojamento local

Há três caminhos, com custos muito diferentes:

OpçãoCusto típicoPrós e contras
Site incluído no software de gestão (PMS / channel manager)Mensalidade do software, por alojamentoRápido de ligar; design igual ao de muitos outros e o site deixa de existir se mudar de software
Plataforma «faça você mesmo» (Wix, Squarespace)150 € a 400 € por ano, mais o motor de reservasBarato no início; dá trabalho a montar e a sincronizar o calendário
Freelancer ou agência300 € a 10.000 €Qualidade e apoio muito variáveis; confirme quem fica dono do domínio
Vert Tech: site para alojamento locala partir de 349 €Site rápido e multilingue, ligado ao calendário, ao Google e ao WhatsApp; reservas e pagamentos online à medida

As gamas gerais estão no nosso guia quanto custa um site em Portugal. A estes valores somam-se o domínio (10 a 30 € por ano) e o alojamento do site. Faça sempre a conta ao contrário: quantas reservas diretas por ano pagam o site? Na maioria dos AL, duas ou três chegam.

Fachada amarela de uma guest house no centro de Sintra, com esplanada e chapéus de sol verdes
Em zonas muito turísticas como Sintra, um site próprio ajuda a casa a ser encontrada por quem pesquisa pelo nome. Foto: Addshore, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0.

Erros comuns em sites de alojamento local

Por onde começar

Comece por três coisas: ver no extranet do Booking e no Airbnb quanto pagou de comissões no último ano, reunir as melhores fotos e escrever a vantagem que vai dar a quem reserva direto. Com isso, um site de alojamento local fica pronto em poucos dias. Veja o que fazemos em sites para empresas ou marque uma conversa gratuita e fazemos consigo as contas às comissões e às reservas diretas.

Perguntas frequentes

Quanto custa um site para alojamento local?

Um site feito em plataformas como Wix custa 150 € a 400 € por ano, mais o motor de reservas; freelancers e agências cobram entre 300 € e 10.000 €. Na Vert Tech, um site para alojamento local começa nos 349 €, mais domínio e alojamento, com reservas e pagamentos online à medida.

Quanto cobram o Airbnb e o Booking ao alojamento local em 2026?

Desde 13 de outubro de 2026 o Airbnb cobra na UE uma taxa única de 15,5% ao anfitrião, que chega a cerca de 19% com IVA para quem não está registado em IVA. No Booking a comissão varia com o alojamento e a zona, com uma média próxima de 15% sobre o valor total da reserva.

O site do alojamento local tem de ter o livro de reclamações eletrónico?

Sim. Segundo o Turismo de Portugal, o acesso à plataforma livroreclamacoes.pt tem de estar no site em local visível e destacado, e o livro em papel continua obrigatório no alojamento.

Posso aparecer no Google sem pagar comissões?

Sim. O Google mostra alojamentos de férias com links de reserva gratuitos que levam o hóspede ao seu site, sem taxas por reserva. É preciso enviar preços e disponibilidade, normalmente através de um motor de reservas ou channel manager parceiro do Google.

Fontes e bibliografia

  1. Turismo de Portugal — Livro de Reclamações Eletrónico – Alojamento Local (consultado a 26 Out 2026)
  2. Google – Ajuda do Hotel Center — About vacation rentals on Google (links de reserva gratuitos) (consultado a 26 Out 2026)
  3. Rental Scale-Up — Airbnb's 15.5% Fee Is Really 18.4% to 19.1% for Most Small European Hosts (21 Jul 2026)
  4. Guesty — How much does Booking.com charge hosts? (consultado a 26 Out 2026)
  5. Postal do Algarve — Fazer férias em Portugal pode ficar mais difícil: mais de 10.000 alojamentos locais foram encerrados (11 Jun 2026)
  6. Eunews — Almost 1 billion nights booked in 2025 via Airbnb, Booking and Expedia (dados Eurostat) (1 Abr 2026)
  7. idealista/news — Alojamento Local: comissões pagas às plataformas de reserva dedutíveis no IRS (consultado a 26 Out 2026)
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