Quem anda à procura de casa passa horas no idealista e no Imovirtual. Mas quando encontra um T2 de que gosta e vê o nome da agência, faz quase sempre a mesma coisa: escreve esse nome no Google para perceber com quem vai falar. Um site para imobiliária bem feito responde a essa pergunta em segundos. Mostra a equipa, a licença AMI, os imóveis em carteira e as avaliações de outros clientes, e tem um botão para marcar a visita. Se a pessoa encontrar uma página antiga ou só um perfil de Instagram, a confiança cai. E é essa confiança que decide quem fica com a angariação seguinte.

Este guia é para donos de agências e consultores imobiliários em Portugal. Explica o que o site deve ter, o que a lei obriga a mostrar, como se liga aos portais e quanto custa em 2026.

Porque é que uma imobiliária precisa de site próprio em 2026

O mercado nunca vendeu tanto. Segundo as Estatísticas da Construção e Habitação 2025 do INE, citadas pela Lusa na Sábado, venderam-se 169.812 habitações em 2025 em Portugal, mais 8,6% do que em 2024. O valor chegou aos 41,2 mil milhões de euros, o mais alto desde o início da série, em 2009. O preço mediano subiu 16,8%, para 2.076 €/m², segundo o Dinheiro Vivo.

Com tanta procura, há também muita concorrência. Os portais são uma montra partilhada: o mesmo apartamento aparece anunciado por três agências, lado a lado, e o cliente escolhe pela foto ou pelo preço. Num estudo da Ipsos feito para o Imovirtual, 91% dos 300 profissionais inquiridos diziam usar esse portal todos os dias. Os portais são indispensáveis, mas não são seus: o cliente fica a conhecer o portal e não a sua marca.

O site próprio serve para o que o portal não faz:

Vista do centro histórico de Leiria com telhados vermelhos e prédios de habitação
Na zona Centro, quem compra casa pesquisa pelo bairro e pela cidade. Foto: Threeohsix, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

O que um site para imobiliária deve ter

  1. Pesquisa de imóveis simples: filtros por concelho, tipologia (T1, T2, moradia…), preço e negócio (venda ou arrendamento). Tem de funcionar bem no telemóvel, onde é feita a maior parte das visitas.
  2. Uma página por imóvel com fotos grandes, planta, área útil e bruta, ano, classe energética, mapa aproximado, preço e um botão «Marcar visita» ou «Falar no WhatsApp».
  3. Página para proprietários: formulário de avaliação gratuita, explicação de como trabalha (exclusivo ou não, fotos profissionais, visitas virtuais) e exemplos de imóveis vendidos.
  4. Equipa: cada consultor com foto, telefone e zonas onde trabalha. As pessoas compram a quem conhecem.
  5. Páginas por zona: «Viver em Santa Clara», «Apartamentos na Figueira da Foz»… Dão conteúdo útil a quem procura e são das páginas que mais visitas trazem do Google.
  6. Avaliações e Google Maps integrados, com ligação ao seu Perfil da Empresa no Google.
  7. Rodapé legal completo: denominação, licença AMI, NIF, livro de reclamações eletrónico, política de privacidade e cookies.

O que a lei obriga a mostrar no site e nos anúncios

Um site imobiliário é publicidade e, por isso, tem regras próprias, além das que valem para qualquer site (veja o nosso guia sobre as obrigações legais de um site em Portugal).

Um site bem feito trata disto automaticamente: a licença aparece em todas as páginas e o campo da classe energética é obrigatório. Assim, nenhum imóvel é publicado sem ela.

Ligar o site aos portais e ao CRM

O maior receio das agências é ter de carregar cada imóvel duas vezes. Não é preciso. Há duas formas comuns:

Também convém que cada pedido de visita ou de avaliação chegue ao consultor certo, por e-mail ou por WhatsApp, e fique registado. É aqui que a automação ajuda: uma resposta automática com IA confirma o pedido em segundos, faz as primeiras perguntas (orçamento, zona, se precisa de crédito) e marca a visita na agenda do consultor.

Mão a pôr as chaves de casa na fechadura de uma porta
O objetivo do site é simples: que o contacto chegue a si antes de chegar à concorrência. Foto: Shixart1985, Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0.

Como pôr a imobiliária a aparecer no Google

Quem pesquisa «imobiliária perto de mim» vê primeiro o mapa. Para lá aparecer:

  1. Crie e complete o Perfil da Empresa no Google, com a categoria principal «Agência imobiliária», o horário, as fotos da loja e o link para o site. O passo a passo está no nosso guia de SEO local e Google Maps.
  2. Peça avaliações a cada cliente depois da escritura. É o melhor momento, porque o cliente está satisfeito. Veja como conseguir avaliações no Google.
  3. Escreva páginas por zona e por tipo de imóvel, com informação real: escolas, transportes, preços médios.
  4. Use o mesmo nome, morada e telefone no site, no Google, no Facebook e nos portais.
  5. Garanta que o site abre depressa no telemóvel. Fotos de imóveis pesam muito e precisam de ser comprimidas.
Vídeo gratuito: «AproximoCast #27 - Marketing Imobiliário: como alavancar o seu negócio» — Imovirtual, YouTube.

Quanto custa um site para imobiliária

Os preços variam muito, porque um site imobiliário tem pesquisa, fichas de imóveis e, muitas vezes, ligação ao CRM. Estes são valores de referência em Portugal:

OpçãoCusto típicoO que ter em conta
Construtor «faça você mesmo» (Wix, WordPress com tema imobiliário)150 € a 500 € por anoCarregar imóveis, fazer o SEO e cumprir as regras fica por sua conta
Plataformas de sites imobiliários por assinaturacerca de 990 € a 4.900 € por ano (exemplo de tabela pública)O site fica preso à plataforma; se deixar de pagar, fica sem ele
Agência web, site à medida2.000 € a 10.000 €Faz sentido para redes com várias lojas e integrações complexas
Vert Tech: site para imobiliáriaa partir de 349 €Pesquisa de imóveis, fichas com classe energética, página de avaliação, rodapé AMI, ligação ao Google e ao WhatsApp

Some o domínio, o alojamento e, se for caso disso, a ligação ao seu CRM. Para ver tudo o que entra na conta, leia quanto custa um site em Portugal. A conta que interessa é outra: uma única angariação vinda do site paga, em comissão, vários anos de site.

Vídeo gratuito: «Como Criar um Site para Imobiliária? Passo a Passo Completo em 2026» — Website Imobiliário, YouTube (em português do Brasil; em Portugal aplicam-se a licença AMI e as regras da certificação energética).

Erros comuns em sites de imobiliárias

Por onde começar

Se tem agência em Coimbra, Leiria, Aveiro ou noutra cidade do Centro, comece pelo básico bem feito: pesquisa de imóveis, página de avaliação para proprietários, equipa, rodapé legal e Perfil da Empresa no Google. Depois junte as páginas por zona e a resposta automática aos contactos. Veja como trabalhamos em criação de sites e nas páginas de Coimbra e Aveiro, ou leia o guia de criação de sites em Leiria.

Quer saber quanto custaria o site da sua imobiliária? Marque uma conversa de 20 minutos: vemos o que já tem, o que falta e damos-lhe um preço fechado.

Perguntas frequentes

Quanto custa um site para imobiliária?

Num construtor como o Wix ou o WordPress com tema imobiliário, 150 € a 500 € por ano; nas plataformas por assinatura, cerca de 990 € a 4.900 € por ano; à medida numa agência, 2.000 € a 10.000 €. Na Vert Tech começa nos 349 €, mais domínio e alojamento.

O número da licença AMI tem de aparecer no site?

Sim. A Lei n.º 15/2013 obriga as empresas de mediação imobiliária a indicar a denominação e o número da licença emitida pelo IMPIC em toda a atividade externa, incluindo publicações e publicidade. No site, o habitual é pô-la no rodapé de todas as páginas e em cada anúncio.

Tenho de mostrar a classe energética nos imóveis do site?

Sim. O Decreto-Lei n.º 101-D/2020 obriga a indicar a classe energética nos anúncios de venda ou arrendamento, incluindo os publicados na internet. Convém que o site não deixe publicar um imóvel sem esse campo preenchido.

Se já anuncio no idealista e no Imovirtual, preciso de site?

Os portais trazem compradores, mas o cliente fica a conhecer o portal e não a sua marca. O site próprio serve para captar proprietários (angariações), mostrar a equipa e as avaliações e receber contactos diretos. O ideal é carregar os imóveis uma só vez no CRM e publicá-los nos dois sítios.

Fontes e bibliografia

  1. Sábado / Lusa — Venda de casas atinge em 2025 valor recorde de 41,2 mil M€ (Estatísticas da Construção e Habitação 2025, INE) (17 Jul 2026)
  2. Dinheiro Vivo — Preços das casas sobem 16,8% em 2025 para 2.076 euros/m2 (2026)
  3. IMPIC / Diário da República — Lei n.º 15/2013, de 8 de fevereiro — regime jurídico da mediação imobiliária (8 Fev 2013)
  4. gov.pt — Mediação imobiliária — guia prático (2026)
  5. ADENE / SCE — Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (Decreto-Lei n.º 101-D/2020) (2020)
  6. Imovirtual — Imovirtual é o portal mais utilizado pelos Consultores Imobiliários (estudo Ipsos) (Mar 2021)
  7. Zunapro — Preço de um site para imobiliária (2026)
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