Uma paciente nova raramente chega a uma clínica dentária por acaso. Uma amiga diz-lhe «vai à doutora Marta, é ótima». Ela pega no telemóvel, escreve o nome no Google e, em dez segundos, decide se liga ou não. Se encontrar um site para dentistas bem feito, com a equipa, os tratamentos, os preços de referência e um botão para marcar, a recomendação transforma-se em consulta. Se encontrar uma página do Facebook parada desde 2021, ou nada, a recomendação perde força e ela acaba por perguntar a outra pessoa.
Este guia é para médicos dentistas e donos de clínicas dentárias em Portugal. Explica o que o site de um dentista deve ter, as regras da ERS que se aplicam a fotografias de «antes e depois», preços e testemunhos, como receber marcações online e aparecer no Google Maps, e quanto custa a criação de um site para dentistas.
Porque é que um dentista precisa de site em 2026
Há cada vez mais médicos dentistas a disputar os mesmos pacientes. Segundo «Os Números da Ordem 2025», da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), havia 13.498 médicos dentistas com inscrição ativa a 31 de dezembro de 2024, mais 3,9% do que um ano antes. Isso dá um médico dentista por cada 766 habitantes, quando a Organização Mundial da Saúde aponta como referência um por cada 2.000.
Na zona Centro, a concorrência é ainda mais apertada. Com os números da OMD por região, a Região de Coimbra tem 615 médicos dentistas para 436.862 residentes (cerca de um para 710), Viseu Dão Lafões tem um para 608 e a Região de Aveiro um para 909. A Região de Leiria está mais folgada, com 256 profissionais para 286.752 pessoas (um para 1.120). Em quase todo o Centro, quem procura dentista tem várias clínicas a poucos minutos de casa.
O mercado, esse, continua a crescer. A Informa D&B estima que as clínicas dentárias faturaram 1.875 milhões de euros em 2025, mais 6,3%, segundo a notícia da Lusa no Dinheiro Vivo. A despesa por habitante passou de 78 € para 173 € em dez anos. As cinco maiores empresas ficam só com 13,7% do mercado: o resto é feito por clínicas independentes, que é onde um bom site faz a diferença.
A recomendação traz o paciente, o site confirma
O Barómetro da Saúde Oral 2025 da OMD, feito a 1.200 pessoas, mostra como os portugueses chegam ao dentista: 61,3% por recomendação de um amigo, familiar ou conhecido, 12,2% pela proximidade de casa ou do trabalho e 10,1% porque viram a clínica na rua. Só 1,2% dizem tê-la descoberto na internet.
Isto não quer dizer que o site não conte. Quer dizer que ele trabalha noutra fase: a pessoa já ouviu o seu nome e vai confirmar. No mesmo barómetro, 64,0% descrevem a relação com o dentista dizendo que «confiam muito» e 44,0% falam da qualidade dos serviços. É isso que o site tem de mostrar: quem são os médicos, que formação têm, como é a clínica por dentro e quanto custam as coisas. Há também espaço para crescer: 26,0% dos portugueses só vão ao dentista em caso de urgência, e quem tem uma dor de dentes à noite pesquisa «dentista urgência» mais a cidade e liga ao primeiro que aparece aberto.
O que o site de um dentista deve ter
- Tratamentos explicados em linguagem simples, cada um na sua página: implantes, ortodontia e alinhadores invisíveis, branqueamento, odontopediatria, periodontologia, higiene oral, próteses. Cada página é uma porta de entrada no Google («implantes dentários em Coimbra»).
- A equipa com cara e nome: fotografia real, nome profissional, número de cédula da OMD e especialidade. É obrigatório e é o que mais confiança dá.
- Preços «a partir de» para a consulta, a higiene oral, o branqueamento e as avaliações de ortodontia e implantologia. O preço é uma das maiores dúvidas de quem adia a consulta.
- Acordos e convenções: seguros de saúde, subsistemas e se é aderente ao cheque-dentista do SNS. Muita gente filtra a escolha por aqui.
- Marcação online ou, no mínimo, um botão de WhatsApp e um formulário curto com resposta no próprio dia.
- Urgências: se atende urgências, diga em que horário e com que número, logo no topo.
- Rodapé legal: nome ou firma, NIF, número de registo na ERS, número da licença de funcionamento e morada, mais a política de privacidade e o livro de reclamações eletrónico (veja as obrigações legais de um site).
- Rápido no telemóvel, porque é aí que quase toda a gente o vai abrir.
Se a clínica tem várias especialidades além da medicina dentária, leia também o nosso guia de sites para clínicas, que aprofunda a parte dos dados de saúde e do RGPD.
Antes e depois, preços e testemunhos: as regras da ERS
A publicidade a serviços de saúde, incluindo o próprio site e as páginas nas redes sociais, segue o Decreto-Lei n.º 238/2015, fiscalizado pela Entidade Reguladora da Saúde. O Manual de Boas Práticas de Publicidade em Saúde da ERS dá as regras práticas, e várias tocam diretamente as clínicas dentárias:
- Identificação em todos os meios: o site, os folhetos e as redes sociais têm de mostrar o nome ou firma, o NIF, o número de registo na ERS, a licença de funcionamento e, para cada profissional, o nome, a cédula e as habilitações. No Instagram, a ERS sugere uma publicação fixa nos destaques com o título «Registo ERS».
- Fotografias de «antes e depois» são possíveis, mas não podem induzir em erro, levar a tratamentos desnecessários sem diagnóstico, nem dar a ideia de que o resultado está garantido.
- Testemunhos de pacientes são permitidos, desde que sejam genuínos e o paciente tenha dado consentimento livre e informado para usar a sua imagem e a sua experiência. Um ator de bata branca a apresentar-se como «Dr. X» é proibido.
- Preços e «grátis»: as tabelas têm de estar atualizadas, incluir impostos e dizer o que está incluído. O manual proíbe expressamente anunciar tratamentos dentários como gratuitos quando depois se cobram materiais ou outros custos.
As coimas previstas são pesadas para uma clínica pequena, por isso compensa acertar no site logo à primeira. Um site feito de raiz para saúde já traz o rodapé com estes elementos e páginas de tratamento escritas sem promessas de resultado.
Marcações online e Google Maps
A maior parte das pesquisas por dentista são locais: «dentista perto de mim», «clínica dentária Leiria», «ortodontista Aveiro». Quem responde primeiro a estas pesquisas é o mapa do Google, com o Perfil da Empresa. Mantenha-o completo: categoria «Dentista» ou «Clínica dentária», horário certo (também nos feriados), fotos reais, lista de serviços e o link para o site. O perfil aceita também links de ação, como o de marcações, desde que cumpram as políticas de links do Google: faça-o apontar para a sua página de marcação. Explicamos o passo a passo no guia de SEO local e Google Maps, e como pedir avaliações sem ser insistente em avaliações no Google.
A marcação online resolve o problema das chamadas que ninguém atende enquanto a assistente está na cadeira com o médico. O paciente escolhe o tipo de consulta e o horário livre, recebe a confirmação e um lembrete na véspera por SMS ou WhatsApp, o que reduz as faltas. Pode ir mais longe e deixar um assistente com IA a responder às perguntas de sempre e a marcar sozinho; veja como em automatizar marcações com IA e no nosso funil com IA.
Quanto custa a criação de um site para dentistas
O preço depende de quem faz e do que inclui. Valores de referência em Portugal:
| Opção | Custo típico | O que ter em conta |
|---|---|---|
| Plataforma «faça você mesmo» (Wix, Squarespace) | 150 € a 400 € por ano | O rodapé ERS, os textos e as fotos ficam por sua conta |
| Freelancer | 300 € a 2.500 € | Confirme que conhece as regras da publicidade em saúde |
| Agência tradicional | 2.000 € a 10.000 € | Faz sentido para grupos com várias clínicas |
| Vert Tech: site para dentista | a partir de 349 € | Páginas por tratamento, equipa com cédula, rodapé ERS, marcação e ligação ao Google |
Some o domínio, o alojamento e, se quiser, a mensalidade do software de marcações. Para ver os custos todos, leia quanto custa um site em Portugal. A conta mais útil é pelo retorno: um único tratamento de ortodontia ou implantologia vindo do site costuma pagar o investimento.
Erros comuns em sites de clínicas dentárias
- Sorrisos de banco de imagens em vez de fotos da equipa e do espaço.
- Promessas como «implantes sem dor» ou «resultado garantido», que afastam quem desconfia e podem ser publicidade enganosa.
- «Primeira consulta grátis» quando o raio-X ou a avaliação são cobrados à parte.
- Só um número de telefone, que ninguém atende durante as consultas nem à noite.
- Falta da cédula profissional e do registo ERS no site e nas redes sociais.
- Uma página genérica «Serviços» com uma lista, em vez de uma página por tratamento que o Google possa mostrar.
Por onde começar
Junte três coisas: os números de registo na ERS, de licença e as cédulas da equipa; uma lista dos tratamentos com o preço «a partir de»; e 15 a 20 fotos reais da equipa, do gabinete e da sala de espera. Com isso, um site de dentista com marcação online fica pronto em poucos dias. Se a clínica é na zona Centro, veja também a nossa página de criação de sites em Coimbra ou de criação de sites em Aveiro. Saiba mais sobre os nossos sites para empresas, ou marque uma conversa gratuita e mostramos-lhe o que o site da sua clínica pode trazer.
Perguntas frequentes
Quanto custa um site para dentistas?
Num construtor como o Wix, 150 € a 400 € por ano; com freelancers e agências, entre 300 € e 10.000 €. Na Vert Tech, um site para dentista ou clínica dentária começa nos 349 €, mais domínio e alojamento, com páginas por tratamento, rodapé ERS e marcação online.
Posso pôr fotografias de antes e depois no site da clínica?
Sim, desde que o paciente dê consentimento e as imagens não induzam em erro: não podem prometer resultados garantidos nem levar a tratamentos sem diagnóstico prévio, segundo o manual de publicidade em saúde da ERS.
Que informação é obrigatória no site de um dentista?
O nome ou firma, o NIF, o número de registo na ERS, o número da licença de funcionamento e a morada da clínica, e para cada médico dentista o nome profissional, o número de cédula da OMD e as habilitações. A isto juntam-se a política de privacidade e o livro de reclamações eletrónico.
Vale a pena ter marcação online numa clínica dentária?
Sim. Muitos pacientes pesquisam à noite ou ao fim de semana, quando ninguém atende o telefone. A marcação online com lembrete na véspera por SMS ou WhatsApp enche a agenda e reduz as faltas, sem ocupar a assistente.
Fontes e bibliografia
- Ordem dos Médicos Dentistas — Os Números da Ordem 2025 (Jan 2026)
- Ordem dos Médicos Dentistas — Barómetro da Saúde Oral 2025 (Nov 2025)
- Dinheiro Vivo / Lusa — Faturação das clínicas dentárias cresce 6,3% em 2025 para 1,9 mil milhões de euros (24 Abr 2026)
- Entidade Reguladora da Saúde — Manual de Boas Práticas de Publicidade em Saúde (consultado a 3 Nov 2026)
- Diário da República — Decreto-Lei n.º 238/2015 (regime jurídico das práticas de publicidade em saúde) (20 Out 2015)
- Google – Ajuda do Perfil da Empresa — Políticas e diretrizes de links de empresas (consultado a 3 Nov 2026)
Vert Tech


