Esta segunda-feira traz uma mudança de custos que vai afetar quem usa o WhatsApp para atender clientes, um reforço de fundos públicos para quem quer investir nos próximos meses, e a confirmação de que o hábito de pagamento dos portugueses no comércio online já mudou de vez. Eis o que aconteceu e o que isto significa para o seu negócio.

1. Meta confirma cobrança de mensagens de atendimento no WhatsApp a partir de outubro

O que aconteceu: a Meta confirmou que, a partir de 1 de outubro de 2026, volta a cobrar as chamadas mensagens de serviço — as respostas de texto livre que uma equipa humana ou um chatbot envia dentro da janela de atendimento de 24 horas depois de um cliente escrever para a empresa. Esta categoria de mensagens está gratuita desde novembro de 2024, pelo que a mudança representa um regresso à cobrança, e não uma taxa nova. Também os templates de utilidade entregues dentro dessa mesma janela de 24 horas, hoje sem custo adicional, passam a ser cobrados de forma individual, ao mesmo preço aplicado às mensagens de utilidade e autenticação enviadas para o mesmo país. Não há escalões de desconto por volume, e os preços definitivos por país só serão publicados até 1 de setembro de 2026. Esta mudança soma-se à cobrança por token do Meta Business Agent, já em vigor desde 1 de agosto, que factura o uso de agentes de IA dentro da plataforma.

O que isto significa para o seu negócio: se usa o WhatsApp Business API — diretamente ou através de uma plataforma de automação — para dar suporte a clientes, o custo por conversa vai subir a partir de outubro. Vale a pena rever agora, antes dos preços serem publicados em setembro, quantas mensagens de atendimento a sua equipa (ou o seu chatbot) envia por dia, e considerar respostas mais eficientes — resolver o pedido numa só mensagem em vez de trocar várias — para conter o impacto no orçamento mensal de atendimento ao cliente.

2. Portugal 2030 confirma mais de cem concursos até final do ano

O que aconteceu: o novo Plano Anual de Avisos do Portugal 2030 para 2026-2027 está confirmado, com a abertura prevista de cerca de 124 concursos e uma dotação global próxima dos 3,9 mil milhões de euros. Entre as linhas anunciadas contam-se apoios à inovação produtiva e investigação e desenvolvimento empresarial, à digitalização e à qualificação de PME, com taxas de apoio não reembolsável que podem chegar aos 60% em territórios de baixa densidade e aos 50% no restante território.

O que isto significa para o seu negócio: com mais de uma centena de concursos a abrir ao longo do ano, o desafio deixa de ser encontrar apoio e passa a ser escolher o concurso certo e preparar a candidatura com antecedência. Se já tem um projeto de investimento em mente — seja um novo equipamento, um sistema de gestão ou a modernização de processos — comece a reunir a documentação agora, para não perder a janela de candidatura quando o aviso específico abrir.

3. MB WAY ultrapassa o PayPal nos pagamentos online em Portugal

O que aconteceu: os hábitos de pagamento dos consumidores portugueses confirmaram uma mudança de fundo — o MB WAY já lidera com 49,8% de preferência nas compras online, ultrapassando o PayPal, que se situa nos 46,4%. O contexto mais amplo também é favorável a quem vende online: 85,1% das empresas portuguesas registaram crescimento das vendas online em 2025 face ao ano anterior, e Portugal foi o país europeu onde o comércio eletrónico das PME mais cresceu entre 2021 e 2024, com um aumento de 39%. A categoria de utensílios para o lar foi a que mais acelerou, com um crescimento de 5,8 pontos percentuais.

O que isto significa para o seu negócio: se a sua loja online ainda não tem o MB WAY como método de pagamento visível e de fácil acesso no checkout, está a criar fricção desnecessária para quase metade dos seus clientes. Confirme com o seu fornecedor de pagamentos que o MB WAY está bem posicionado — não escondido numa segunda etapa — e revise o checkout completo do ponto de vista de quem compra pela primeira vez.

O que fica desta segunda-feira para as empresas portuguesas

A leitura conjunta é clara: os canais que as empresas já usam para vender e atender clientes estão a ficar mais caros de operar, mas também há mais dinheiro público disponível para quem quiser investir em estruturar melhor esses mesmos canais. Quem se preparar agora — otimizando o atendimento e o checkout, e candidatando-se aos apoios certos — sai à frente de quem só reagir quando os novos preços entrarem em vigor.

Quer aproveitar estas novidades no seu negócio?

Ajudamos empresas portuguesas a organizar o atendimento ao cliente de forma eficiente antes das novas cobranças da Meta, a preparar candidaturas a apoios do Portugal 2030 e a otimizar o checkout das lojas online para os métodos de pagamento que os portugueses realmente usam. Leia também a nossa análise de sexta-feira sobre o vale de 10.000€ do IAPMEI para digitalizar a PME e o adiamento da fatura eletrónica estruturada, ou veja como saber se a sua empresa já precisa de uma aplicação própria. Agende uma reunião gratuita e veja, em 30 minutos, o que faz sentido priorizar primeiro no seu caso.

Perguntas frequentes

Quando começa a cobrança das mensagens de atendimento no WhatsApp Business?

A partir de 1 de outubro de 2026. A Meta vai voltar a cobrar as mensagens de texto livre enviadas por agentes humanos ou chatbots dentro da janela de atendimento de 24 horas — mensagens de serviço que estão gratuitas desde novembro de 2024. Os templates de utilidade entregues dentro dessa janela, hoje sem custo adicional, também passam a ser cobrados individualmente. Os preços por país só serão publicados até 1 de setembro de 2026.

Quantos concursos do Portugal 2030 vão abrir em 2026?

O novo Plano Anual de Avisos do Portugal 2030 para 2026-2027 prevê a abertura de cerca de 124 concursos, com uma dotação global próxima dos 3,9 mil milhões de euros, incluindo linhas dedicadas a inovação produtiva, digitalização e qualificação das PME.

O MB WAY já é o método de pagamento mais usado no comércio online em Portugal?

Sim. O MB WAY lidera atualmente com cerca de 49,8% de preferência entre os consumidores portugueses em compras online, ultrapassando o PayPal, que se situa nos 46,4%. Portugal foi também o país europeu onde o comércio eletrónico das PME mais cresceu entre 2021 e 2024, com um aumento de 39%.